quarta-feira, 2 de outubro de 2013

1.2 Aprender com o vídeo e a câmera. Para além das câmeras as idéias


 A frase de Glauber Rocha "o cinema é uma câmera na mão e uma idéia na cabeça", pode talvez traduzir o que ele pensa a respeito da acessibilidade que hoje temos às câmeras, que estão ao alcance de muitos e possui uma maneira fácil de utilização. A proposta não é discutir a presença das máquinas tecnológicas em ambientes escolares e sim a melhor maneira de utilizar essas ferramentas que podem ter uma ligação entre si. Uma vez que os alunos tem acesso à uma câmera, eles naturalmente vão reproduzir o que já é veiculado na televisão, na internet, essa é a discussão.
  Direcionar alunos e professores a um uso mais consciente e ao mesmo tempo original é uma prática que deve ser desenvolvida em salas de aula, cada aluno deve conseguir ser crítico ao ponto de fazer suas escolhas televisivas, a postura diante das informações a que se tem acesso nas redes é que deve ser educada.
 A escola mantém uma certa resistência em unir os recursos audiovisuais à sua estrutura, se restringindo as suas linguagens: escrita e oral, e assim não conseguem identificar as possibilidades que uma aula com uso de vídeos pode alcançar, um filme por exemplo pode atingir outros aspectos além do conteúdo, como despertar emoções, sentimentos, que colaboram para a formação crítica dos alunos, e os fazem criar possibilidades para um entendimento mais claro dos recursos visuais.
 Muitas vezes a escola se perde ,no momento em que se preocupa em ensinar a usar as tecnologias, e se esquece de ensinar a pensar para fazer e ensinar a fazer mesmo.

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